sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Autobiografia

Ana é mulher. Nasceu mulher e tornou-se mulher, esta espécie ainda envergonhada¹. É jovem. Na maioria do tempo é muito feliz. Cheia de questões internas. Luta, menos do que gostaria, para que o mundo seja mais livre e igualitário nas diversidades. É feminista. No momento, também adepta ao vegetarianismo. Por estes dois motivos, algumas pessoas a consideram meio chata. Acredita em Deus. Adora falar e ler sobre sexualidade. Escolheu, como profissão, cuidar das pessoas e ama principalmente cuidar de crianças e bebês. Ama cachorros. É heterossexual e aliada à causa lgbtt. Ama seus cabelos encaracolados, mas não foi sempre assim. Ao cortar 40 centímetros de cabelo, arrancou de si também alguns sofrimentos e conservadorismos. Abraçou o que pode de liberdade. Uma liberdade da qual ainda é aspirante. Ama as pessoas que escolheu para chamar de amigos, mas são poucos para os quais ela consegue se revelar completamente. Fala muito e fala alto. Xinga um pouco. Detesta salto e ama saias compridas. Ama dançar à dois, principalmente forró. É viciada em séries, às vezes a leitura fica meio de lado. É desorganizada, o quarto é bagunçado. Adora tequila e cerveja. Quer muito ter filhos. Adora conversar. Não sabe cozinhar. A cor preferida é verde. Faz muitas reflexões, mas a maioria delas não conta pra quase ninguém. Ama o viver. Fez este blog para tentar entender os palpites de seu coração sobre a vida e o mundo.


¹Citação de Adélia Prado.

Meu nome não é Ana

Oi,
meu nome é Ana, ao contrário do que o título diz. Mas poderia ser outro: Maria, Francisca, Luíza, Helena. Mas sou Ana. Comum né?
Mas não comum como as pessoas, que têm vivências diferentes baseadas em vários aspectos: gênero, cor da pele, família, etnia, cultura, região, amigos. 
Neste lugar você vai conhecer o que eu sou. Vim falar aqui sobre mim: minhas vivências, experiencias e sentimentos. Falar sobre mim pra mim (me ajuda a entender e a me escutar). Ao mesmo tempo, falarei para vocês sobre coisas que eu gostaria de falar mas que pesa ao sair da boca, na esperança de encontrar leveza através do papel ou da tela.

Palpites de mim para mim.
Palpites de mim para você.
Mas sobre tudo o que ler, espero que seu coração palpite com amor, assim como o meu. 

Beijos da Ana,
ou de outro nome qualquer.